Boletim 1° bimestre 2026  
1. Produção Industrial  
Desempenho da Indústria em 2025  
A produção industrial no estado do  
Pará encerrou o ano de 2025 com uma  
variação acumulada de 0,8%, patamar  
idêntico ao registrado no indicador  
de expansão dos últimos 12 meses  
(IBGE, 2025). A análise de curto pra-  
zo, contudo, indica uma contração da  
atividade no último mês do ano. O se-  
tor apresentou uma queda de -9,2%  
na comparação com o mês imediata-  
mente anterior, calculada com ajuste  
sazonal, sendo que tal desempenho  
inseriu o estado no grupo de unidades  
da federação com taxas negativas,  
registrando uma retração superior à  
do Amazonas (-5,2%) e inferior à da  
Bahia (-10,1%) para o mesmo perío-  
do. Se compararmos o desempenho  
mensal de dezembro com o mesmo  
mês de 2024, o recuo foi ainda maior,  
representando queda de -12,7%  
(IBGE, 2025).  
Gráfico 1 - Variação Acumulada da Atividade Industrial em 2025  
transformação revela que a fabricação  
2. Dinâmica empresarial  
de produtos de madeira (+12,7%),  
a fabricação de bebidas (+8,4%),  
a produção de alimentos (+7,0%)  
A
dinâmica  
industrial  
empresarial  
no estado  
do  
do  
setor  
e
a
metalurgia (+6,5%) atuaram  
O
resultado  
estado foi influenciado por uma  
dinâmica assimétrica entre os  
agregado  
do  
Pará caracteriza-se por oscilações  
contínuas no volume de aberturas e  
fechamentos de estabelecimentos.  
A análise do saldo líquido destas  
movimentações fornece um retrato da  
demografia das empresas na região,  
permitindo observar o comportamento  
mensal das organizações e quantificar  
as variações atípicas ocorridas na  
série histórica recente.  
como os principais propulsores do  
crescimento setorial ao longo de  
2025 (IBGE, 2025). Em contrapartida,  
macrossetores industriais. A indústria  
de transformação operou como vetor  
de expansão, registrando crescimento  
de 6,4% no acumulado do ano,  
movimento que contrastou com a  
leve retração de -0,2% observada nas  
indústrias extrativas (IBGE, 2025).  
O detalhamento do segmento de  
atividades como  
a
fabricação de  
produtos de minerais não metálicos  
e a produção de celulose e papel  
apresentaram retrações de -5,0% e  
-0,5%, respectivamente, limitando  
um avanço mais expressivo do índice  
geral (IBGE, 2025).  
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Gráfico 2 - Saldo Líquido entre Abertura e Fechamento de Indústrias em 2025  
O ano de 2025 começou com um  
volume de 1.503 aberturas de empre-  
sas industriais, o que resultou num  
saldo líquido de 909 estabelecimen-  
tos apenas no mês de janeiro. Nos me-  
ses subsequentes, o registo de novas  
empresas estabilizou num patamar  
médio de aproximadamente 1.000  
aberturas mensais entre fevereiro e  
outubro. A reta final do ano, contudo,  
registrou uma retração na entrada de  
novos agentes no mercado. Os meses  
de novembro e dezembro contabiliza-  
ram 837 e 775 aberturas, respetiva-  
mente, culminando nos menores sal-  
dos líquidos de todo o exercício (399  
em novembro e 328 em dezembro).  
O desempenho das empresas in-  
dustriais no Pará, avaliado pelo saldo  
líquido do primeiro trimestre, descre-  
ve uma trajetória de reversão entre  
os anos de 2021 e 2025. Os dados  
iniciais da série indicam uma retração  
da base empresarial, com défices acu-  
mulados de -6.978 estabelecimentos  
em 2021 e -65 em 2022, reflexo di-  
reto dos picos de encerramento do-  
cumentados nos meses de fevereiro  
e janeiro desses respectivos anos,  
muito provavelmente reflexos da pan-  
demia da COVID-19. A dinâmica inver-  
te-se a partir de 2023, quando o setor  
registra expansões sequenciais, adi-  
cionando saldos positivos de 1.345  
e 1.136 corporações nos trimestres  
iniciais de 2023 e 2024. O ano de  
2025 culmina na consolidação desta  
inflexão, alcançando o maior acúmulo  
da série com 1.824 empresas líquidas  
Evolução Empresarial entre 2021 e 2025  
Gráfico 3 - Saldo Líquido de Empresas Industriais (1º Trimestre de 2021 a 2025)  
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adicionadas, tracionado pelo volume  
de novas constituições registradas no  
mês de janeiro.  
em exercícios passados e pela eleva-  
ção das constituições empresariais  
recentes. O descolamento da curva de  
aberturas no início de 2025, compara-  
tivamente aos registros do mesmo pe-  
ríodo entre 2021 e 2024, estabelece  
um teto superior para a entrada de or-  
ganizações no setor. A verificação das  
métricas de mortalidade e natalidade  
corporativas no primeiro semestre de  
2026 deve seguir a tendência de cres-  
cimento apontada pela série histórica.  
A trajetória demográfica das em-  
presas industriais paraenses apresen-  
ta flutuações diretamente condiciona-  
das por estes picos de encerramento  
xão no principal motor empregador do  
estado. A Indústria de Transformação,  
que operou como vetor de expan-  
são absoluto em 2025, adicionando  
6.539 vagas, iniciou 2026 em con-  
tração, com o fechamento de -466  
postos em janeiro (CAGED, 2025;  
CAGED, 2026). O setor de Constru-  
ção, por sua vez, manteve o padrão  
estrutural de déficit: após acumular  
perda de -4.084 vagas no ano ante-  
rior, registrou a supressão de -337  
vínculos no primeiro mês de 2026  
(CAGED, 2025; CAGED, 2026). Em  
sentido oposto, as Indústrias Extra-  
tivas demonstraram resiliência fren-  
te ao cenário de arrefecimento, sus-  
tentando a trajetória de crescimento  
consolidada em 2025 (+1.523 pos-  
tos) com a adição de 247 novas va-  
gas logo em janeiro (CAGED, 2026).  
A distribuição geográfica evidencia  
reversões de tendência nas frentes  
de trabalho. Parauapebas e Barcarena,  
que lideraram a atração de vagas ao  
longo de 2025 com saldos de 1.351  
e 1.196, respectivamente, encabeçam  
as retrações no início de 2026, supri-  
mindo -171 e -263 postos (CAGED,  
2025; CAGED, 2026). Por outro lado,  
municípios como Marabá demonstram  
constância nas contratações, figuran-  
do no campo positivo tanto no con-  
solidado de 2025 (+739) quanto na  
abertura de 2026 (+123). Oriximiná  
apresenta um cenário de recupera-  
ção; após contabilizar perdas acumu-  
ladas de -433 vagas no ano anterior,  
o município registrou saldo positivo  
de 103 vagas no primeiro mês do  
novo exercício (CAGED, 2025; CAGED,  
2026). Belém, que registrou o maior  
saldo negativo em 2025 (-2876), em  
janeiro de 2026 manteve a tendência  
de baixa, apresentando saldo de –138  
postos de trabalho.  
3. Empregabilidade  
O mercado de trabalho formal no  
estado do Pará encerrou o ano de  
2025 com um saldo acumulado de  
5.125 vagas. A análise comparativa  
anual indica uma desaceleração na  
geração de empregos, visto que o re-  
sultado é inferior ao saldo de 11.147  
postos registrados no consolidado  
de 2024 (CAGED, 2025). A trajetória  
mensal demonstra que o indicador  
atingiu seu pico de geração em setem-  
bro, com 3.137 novas vagas, iniciando  
um movimento de retração no último  
trimestre que culminou em -7.793  
postos em dezembro (CAGED, 2025).  
O início do exercício de 2026 deu con-  
tinuidade a esse ciclo de retração, em-  
bora com menor severidade, registran-  
do um saldo de -591 vagas em janeiro,  
fruto de 11.624 admissões e 12.215  
desligamentos (CAGED, 2026).  
A análise setorial revela uma infle-  
Gráfico 4: Saldo Acumulado de Empregos em 2025, por setor  
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Gráfico 5: Municípios - Saldo de Empregos Acumulado em 2025  
Sob  
a
perspectiva ocupacional  
(CAGED, 2026). O impacto generali-  
zado foi mitigado pela expansão em  
ocupações pontuais do segmento pro-  
dutivo, que abriram 223 postos para  
alimentadores de linha de produção,  
124 para eletricistas de instalações  
e 76 para operadores de processo de  
moagem, demonstrando aquecimento  
focal na indústria de transformação e  
utilidades (CAGED, 2026).  
na indústria geral do Pará alcançou um  
crescimento de 9,59% em 2025, de-  
monstrando expansão face aos dados  
registrados no ano anterior. Por outro  
lado, o mercado de trabalho estadu-  
al apresenta elevada informalidade;  
segundo estimativas com base nos  
dados do IBGE, dos empregados alo-  
cados no setor privado, 45,96% exer-  
cem as suas atividades sem carteira  
de trabalho assinada.  
(CBO), a retração registrada no início  
de 2026 reflete uma reestruturação  
nas atividades de base e logística. Os  
maiores volumes de encerramento  
de vínculos incidiram sobre funções  
diretamente ligadas à dinâmica cons-  
trutiva e fabril, com destaque para a  
perda de -144 vagas para motorista  
de caminhão de rotas regionais e in-  
ternacionais, -115 para soldador e  
-88 para operador de máquinas fixas  
De acordo com os dados estimados  
a partir do IBGE, o nível de ocupação  
superávit orçamentário no exercí-  
cio. Ao confrontar este cenário com  
o encerramento do quinto bimestre  
de 2024, observa-se um crescimento  
nominal tanto na arrecadação quanto  
odo de 2024. Quanto à alocação de  
recursos públicos, o investimento na  
função “Indústria” demonstrou uma  
expansão expressiva no último exer-  
cício. O Estado liquidou R$ 90,22 mi-  
lhões nesta área até outubro de 2025,  
valor significativamente superior aos  
R$ 46,28 milhões executados no  
mesmo período de análise em 2024.  
A subfunção “Produção Industrial”  
consolidou-se como o principal desti-  
no das verbas, absorvendo R$ 52,18  
milhões em 2025. Este montante re-  
presenta um incremento de 203% em  
relação aos R$ 17,21 milhões desti-  
nados à mesma finalidade no ano an-  
terior, evidenciando uma priorização  
governamental no fomento às ativi-  
dades produtivas do setor.  
4. Execução  
Orçamentária e  
Participação Industrial  
O Relatório Resumido da Execu- nos gastos, visto que em 2024 os  
ção Orçamentária (RREO) sistemati- valores foram de R$ 39,1 bilhões e  
za o balanço das receitas e despesas R$ 38,1 bilhões, respectivamente.  
governamentais do Estado do Pará,  
A participação da indústria na ar-  
fornecendo os dados necessários recadação estadual revela nuances  
para a avaliação do desempenho fis- quando comparada a períodos ante-  
cal e setorial. A execução dos Orça- riores. No acumulado até outubro de  
mentos Fiscal e da Seguridade Social 2025, a receita industrial direta tota-  
até o quinto bimestre de 2025, que lizou R$ 6,71 milhões, somada a R$  
compreende o acumulado de janei- 8,26 milhões provenientes de opera-  
ro a outubro, apresenta uma receita ções intraorçamentárias (proveniente  
total realizada de R$ 44,2 bilhões. de atividades do estado). Este mon-  
Em contrapartida, as despesas liqui- tante de arrecadação direta reflete  
dadas no mesmo período somaram uma retração em relação aos R$ 7,28  
R$ 41,3 bilhões, o que configura um milhões registrados no mesmo perí-  
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Conclusão  
O desempenho do setor industrial paraen-  
se encerrou 2025 com uma expansão acumu-  
lada de 0,8%, tracionada pelo avanço de 6,4%  
na indústria de transformação, a despeito da  
retração pontual observada no mês de de-  
zembro (IBGE, 2025). Essa trajetória de cres-  
cimento acompanha a inflexão na demogra-  
fia empresarial da região. Os dados da série  
histórica indicam uma reversão dos déficits  
corporativos registrados em exercícios ante-  
riores.  
tas vagas expõe assimetrias intermunicipais,  
com Parauapebas e Barcarena liderando as  
contratações, enquanto a capital Belém con-  
centrou o maior volume de saldos negativos lí-  
quidos. A absorção de mão de obra atingiu 457  
mil trabalhadores ocupados, embora a informa-  
lidade se mantenha como uma característica  
do mercado de trabalho estadual, com 740 mil  
indivíduos exercendo atividades sem carteira  
assinada (IBGE, 2025). Sob a perspectiva da  
execução orçamentária, a dinâmica industrial  
desenvolveu-se em um cenário de superávit  
fiscal, no qual o Estado ampliou a liquidação  
de recursos para a subfunção “Produção Indus-  
trial” para R$ 52,2 milhões, correspondendo a  
um incremento superior a 200% em relação ao  
ano anterior (RREO, 2025).  
A expansão produtiva refletiu-se no mer-  
cado de trabalho formal, que contabilizou um  
saldo positivo de 5.125 vagas no ano, impul-  
sionado diretamente pela criação de 6.539  
postos na própria indústria de transformação  
(CAGED, 2025). A distribuição geográfica des-  
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Referências  
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sempregados (Novo CAGED): acumulado de 2025. Brasília, DF: MTE, 2025. Acesso em: 2 mar.  
2026.  
BRASIL. Receita Federal do Brasil (RFB). Dados Abertos - Cadastro Nacional da Pessoa Jurídi-  
ca (CNPJ). Brasília, DF: RFB, 2026. Acesso em: 2 mar. 2026.  
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Industrial Mensal -  
Produção Física (PIM-PF): Tabelas 8888. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA).  
Rio de Janeiro: IBGE, dez. 2025. Acesso em: 2 mar. 2026.  
PARÁ. Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA). Relatório Resumido da Execução Orçamen-  
tária (RREO) - 5º Bimestre de 2025. Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor  
Público Brasileiro (SICONFI). Belém: SEFA, 2025. Acesso em: 2 mar. 2026.  
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Last modified: 12/03/2026

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